Arquitetura Responsável

Aqui na LP arquitetos usamos o slogan “arquitetura responsável”, e não é atoa. É por que, de fato, acreditamos que a arquitetura deve ser responsável. Mas e aí, o que é uma arquitetura responsável?

Segundo o dicionário, responsabilidade é: “Obrigação de responder pelas ações próprias ou dos outros / Caráter ou estado do que é responsável”

Ótimo, então somos responsáveis, emitimos uma RRT (registro de responsabilidade técnica), mas não é só isso que queremos dizer.

A arquitetura responsável para nós é ter noção do nosso serviço, é ser responsável com os impactos resultantes dele. Nós somos responsáveis com os usuários, que queremos que tenham a melhor experiência possível no projeto. Procuramos ser responsáveis com a cidade, criando edifícios que agreguem à ela, tanto na paisagem quanto no nível do pedestre. Buscamos ser responsáveis com o meio ambiente, procurando medir impactos dos nossos projetos e mitigá-los da melhor maneira possível.

Tá, mas essa é nossa missão como arquiteto e urbanista, uma responsabilidade quase que obrigatória. Por isso, entendemos que nossa responsabilidade vai adiante, nos preocupando com o funcionamento dos negócios dos clientes, sugerindo rumos em um projeto comercial, pensando os empreendimentos imobiliários para além do projeto arquitetônico. Não queremos só desenhar, queremos, junto com o cliente, criar a melhor solução. Ampliamos nossos serviços para ter responsabilidade com o recurso bem aplicado do cliente, para solucionar o problema. Não trabalhamos somente pelo portfólio, e sim pelo melhor benefício ao cliente, buscando sempre analisar impactos e ter responsabilidade sobre eles. Um exemplo de projeto que reflete esse estreitamento de relacionamento com o cliente, marca e melhor investimento de recursos, foi o projeto da Bravier, e explicamos tudo isso aqui nesse post

Conheça o case da Bravier e da Grwoler

Já falamos várias vezes aqui no blog sobre como repensamos as sacadas. O que aprendemos com o Olavo Bilac e o Residencial do Parque, nossos primeiros projetos, e como resolvemos isso nos projetos posteriores, como Solar das Oliveiras, com um módulo de área social que fique sempre em contato com a rua, criando “os olhos da rua”, como denominado pela Jane Jacobs. Já falamos aqui também como escolhemos pastilhas e cores, buscando dar mais sobriedade à cidade, sem onerar uma manutenção futura para os moradores. Ultimamente refletimos sobre como tentamos usar nossos projetos para melhorar tanto a arborização, como a Iluminação para a calçada e o pedestre.

Nossas reflexões e discussões sobre as sacadas dos edifícios.

Também levamos esta abordagem da arquitetura responsável aos projetos de interiores, no qual discutimos constantemente com os clientes, procurando sempre a alternativa que mais se encaixa no perfil de cada cliente. Alguns exemplos são: a opção por cozinha integrada ou não, o tipo de acabamento utilizado em bancadas de cozinha, churrasqueira e banheiros, além das diversas possibilidades de iluminação com forro de gesso ou não.

A gente quer que as construtoras vendam seus imóveis com um bom lucro e com um impacto positivo para toda sociedade. Queremos que as lojas e espaços comerciais que ajudamos a criar funcionem por muitos anos, e que os clientes residenciais sintam-se sempre confortáveis em seus apartamentos, e que quando estes já não comportarem mais o seu estilo de vida, que muda ao longo do  tempo, resolvam projetar sua casa conosco. Conheça todo nosso trabalho no nosso Instagram e no nosso site.

Escrito por

Gaúcho, Santa Mariense, Arquiteto e Urbanista que um dia foi anarquista.

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