Cozinha integrada? Vamos!

A cozinha integrada é um sonho de consumo de muita gente, desde chefs de cozinha amadores, até aqueles que querem interagir com o cozinheiro. Uma coisa é certa, a cozinha integrada amplia o espaço, aumenta a comunicação entre os moradores e dá um ar contemporânea à sua casa ou apartamento. Mas nem tudo são flores… e aqui vamos tentar lhe ajudar a tomar essa decisão.

Muitas coisas influenciaram a gradativa integração da cozinha à sala, como a mudança dos hábitos, o investimento em design de equipamentos, e a redução das dimensões do espaço doméstico em geral. Mas um dos principais motivos para esta ser a opção cada vez melhor aceita entre os usuários é a valorização do “fazer a comida”, de trazer os amigos para perto enquanto prepara o alimento, ou seja, a valorização da experiência de cozinhar como hobby e prática romantizada. Assim, as cozinhas foram perdendo a caraterística de ambientes de  serviço e foram se integrando ao restante da residência ou do apartamento. Mas isso não é com todo mundo que funciona, não é por que está na moda que significa que serve para você. Separamos aqui os motivos para você pensar se deve ou não ter uma cozinha integrada.

Organização

Um aspecto muito importante quando se opta pela integração, é a necessária manutenção da organização diária da cozinha. É claro que sempre vai ter o sinal do uso, aquela louça do dia-a-dia e os objetos comuns de ficaram mais à mão nas bancadas, como fruteiras e alguns equipamentos. Mas esqueça aquela ideia de deixar a louça acumulada, panelas sobre o fogão, ou a bancada cheia de coisa, isso acaba por interferir no uso do resto do ambiente integrado à cozinha, e faz com que a experiência não seja das melhores. Então é isso, cozinha integrada demanda organização contínua!

Cheiro

O cheiro produzido ao longo do preparo dos alimentos também é um aspecto importante de ser levado em consideração quando vai decidir sobre o tipo de relação da cozinha com a sala. Claro que equipamentos como coifas ou depuradores ajudam muito a reduzir a interferência dos odores no restante dos ambientes, mas é muito difícil eliminar completamente. Isso tem o lado bom e o lado ruim né… quem não gosta de sentir o cheirinho de bolo se espalhando pela casa, ou daquela comida gostosa preparada com tanto carinho? Mas às vezes os odores mais fortes podem até ficar impregnados em superfícies absorventes por períodos prolongados, o que é bem pouco agradável.  Mais uma vez, é preciso ponderar a respeito!

Barulho

Assim como os odores, os sons produzidos na cozinha também costumam tomar conta dos ambientes que estão integrados a ela. Muitas vezes não nos damos por conta deste detalhe, mas enquanto lavamos a louça, usamos um liquidificador, ou vamos refogar algo em panela quente, acabamos produzindo barulhos que por vezes atrapalham quem está tentando assistir televisão, ouvindo uma música, ou em reunião de trabalho on-line (sinal dos tempos!). Por outro lado, é inegável as vantagens de todos poderem estar compartilhando de um mesmo som ambiente, estarem conversando durante o preparo da refeição, e comentando notícias e assuntos em geral. Portanto a decisão pela cozinha integrada demanda também um certo planejamento familiar, e a compreensão de que em alguns momentos será necessário abrir mão do silêncio da sala em detrimento de bons momentos de conversa junto à bancada da cozinha.

Investimento

A opção pela integração da cozinha a outro ambiente acaba normalmente vindo acompanhada da decisão de fazer um bom investimento neste espaço da casa também. Como a cozinha acaba fazendo parte da sala de jantar, estar, ou ambas, ela precisa ser entendida também como uma extensão destes ambientes quando tratamos de projeto de interiores residencial. Ou seja, se a ideia é investir menos na cozinha, com equipamentos e mobiliário mais simples, talvez a integração não seja a melhor alternativa, porque isso pode acabar minimizando toda a qualidade empregada no restante dos ambientes à ela integrados. O ideal é sempre ter uma conversa franca com o seu arquiteto, porque se o orçamento está mais justo, e a cozinha integrada de fato é algo pretendido por você, é possível reduzir um pouco o investimento nos ambientes como um todo, e manter a integração da cozinha, do que optar por isolá-la e deixá-la menos atraente e menos funcional para as suas necessidades. Pensei nisso e sempre exponha os seus objetivos =)

Soluções

Como vocês viram, a decisão pela integração ou não da cozinha envolve muitos aspectos, e nem sempre é uma resolução tão simples. A boa notícia é que nem tudo tem que ser “oito ou oitenta”, ou seja, há diversas opções para buscarmos as vantagens da cozinha integrada, e contornarmos os problemas decorrentes desta solução. 

Uma das opções é escolher pela abertura parcial da(s) parede(s) que separa(m) a sala da cozinha, ou seja, abrir um ou mais vãos que sejam possíveis de serem fechados por portas ou painéis, em dias ou momentos que o ideal é que a cozinha fique mais isolada. Aqui na LP arquitetos já usamos esta solução em vários projetos, em destaque a gente tem o apartamento Bitha.

Caso a ideia seja deixar o ambiente completamente integrado mesmo, delimitado apenas por uma bancada, por exemplo, é importante investir em um equipamento essencial para diminuir o impacto causado pelos odores: a coifa. Mas atenção, para funcionar bem, precisa ser uma coifa com tubulação e saída para a área externa mesmo, não basta ser um depurador (aqueles equipamentos que filtram o ar e devolvem ao ambiente interno). Esta é uma dica muito útil para cozinhas de uma maneira geral, não somente as integradas, mas caso a coifa não esteja instalada em uma parede externa, a tubulação de exaustão tem que ser deixada durante a obra ainda, por isso é fundamental um planejamento prévio!  Essa opção pode ver vista em vários projetos no nosso site, seja com integração parcial, como o apartamento AER, e o apartamento ECO, ou integração total, como o apartamento Guima, o apartamento RK e o apartamento Cine.

Outra alternativa ainda, para quem tem espaço de sobra, é investir em um espaço gourmet, que possibilite o preparo de refeições junto de amigos e convidados, mantendo a cozinha como um ambiente mais fechado. Neste caso, é importante, se possível, deixar um espaço para refeições rápidas na cozinha, o que torna mais dinâmica a rotina de uso do ambiente. Esta foi a opção adotada na Residência GJAB, na qual foi criado um espaço gourmet completo, e a cozinha permaneceu como um ambiente mais privativo, mantendo ainda uma bancada para refeições. 

Independente da sua solução, pense bem e contate um arquiteto, ele com certeza vai propor a solução adequada para sua casa e sua família.

Escrito em colaboração com a Renata Zampieri!

Escrito por

Gaúcho, Santa Mariense, Arquiteto e Urbanista que um dia foi anarquista.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s