Nova Casa LP arquitetos – A casa 170

Nós nos mudamos, a LP arquitetos chegou na sua terceira sede. Depois de 4 anos na Rua André Marques, 653, e 7 anos na Sala 54 da Floriano Peixoto, 1112, chegamos onde sempre imaginamos estar, em uma casa em um bairro próximo ao centro. Se você tem curiosidade na nossa história, você pode ver tudo sobre a nossa história no conjunto de 3 post aqui (post 01, post 02 e post 03). 

O objeto “casa” é  algo icônico para os arquitetos, quase todos gostam de projetar casas e muitos dos arquitetos famosos tem o seu “manifesto” realizado em um projeto de casa. A casa é onde podemos colocar o que acreditamos sobre arquitetura, colocar à prova ideais para uma família viver, é onde construímos um lar, como já falamos nesse post. Ou seja, a casa costuma ser um objeto de desejo dos arquitetos. 

Toda casa tem uma história, um programa e uma família ou mais famílias que viveram no espaço. A arquitetura, a obra em si, muitas vezes dura mais do que o necessário para a família, às vezes a casa fica grande ou o apartamento fica pequeno e a família se muda, mas o imóvel permanece. Cabe aos arquitetos saberem adaptar o espaço a cada novo usuário, trocar o uso de ambientes, ou ainda trocar o uso de toda a edificação. Esse é o caso da nossa nova casa, uma casa construída por um morador que nunca morou nela, construiu um sonho e o destino desenhou outro caminho para ele. Depois de vários aluguéis chegou para a gente, para a LP arquitetos. E agora ela é a nossa casa, o nosso objeto de sonho. 

Mas no fim não estamos indo morar todos na casa, certo? Bom, de fato não estamos indo morar, mas vamos trabalhar, atuar, passar de 8 a 10 horas por dia trabalhando, então é quase como morar, talvez seja neste espaço que vamos passar a maior parte do tempo acordado dos nossos dias. É nessa casa que a LP arquitetos vai morar!

E por fim, cada vez mais acreditamos na cidade, no bairro e no convívio urbano. Adoramos participar de projetos que fazem troca de uso do solo e fazer projetos de comércio de rua, que modifiquem e intervenham no bairro e na cidade. Isso pode ser visto no projeto da Nilo Imóveis, no Pátio 78 e na House. O uso misto e os olhos da rua estão nas nossas crenças. Por aqui já nos apresentamos aos vizinhos, onde uma boa parte é residência e alguns são comerciais também, e aos poucos vamos nos integrando ao bairro. 

E como é por dentro?

Aos poucos vamos chamando os clientes para conhecerem, mas precisamos primeiro ter certeza de que todos estarão bem, e que a pandemia esteja controlada. Mas a ideia do projeto de transformação da casa em escritório de fato foi criar uma experiência de casa. A sala de jantar e estar virou a sala de reuniões, onde poderemos conversar sobre o projeto sentados no sofá e com a janela ampla da sala trazendo a rua e o pátio para dentro. A cozinha virou a sala de espera, mas mantivemos os azulejos que tanta história tem para contar e entregam um pouco a idade da casa, mas revestimentos parcialmente com mobiliário para criar um espaço neutro e agradável de espera.

Os dormitórios viraram as salas de trabalho, que de forma integrada são onde o trabalho acontece, aqui estagiários e arquitetos irão dividir os espaços, trocar ideias e produzir os projetos. Os estagiários ainda estão em home office, devido à pandemia, mas em breve vamos estar todos aqui, na casa 170. No pavimento inferior, que era garagem e tinha uma churrasqueira, virou a nossa copa, com um espaço que em breve esperamos usar com os clientes em um coquetel ou happy hour. Além disso, estamos com planos para adaptar o amplo espaço inferior para os treinamentos.

Na frente mantivemos o ar de casa, de residência, mantendo o revestimento de tijolo, a porta de acesso e as esquadrias. A intervenção foi na pintura da grade e no volume recuado de acesso, que ganhou a cor azul. Um azul pleno, que como uma gravata mas verticalmente o volume, uma linha que marca que a casa virou comércio/serviços. Já fizemos a House com a porta amarela, já fizemos a residência GJAB com a porta vermelha, e agora estamos na nossa nova sede, com a porta azul.

Tá, mas e onde fica?

Aqui na Rua Jorge Pedro Abelim, 170, a uma quadra da Avenida Fernando Ferrari. Ainda não estamos abertos a visitações, mas se tiver passando por aqui, dê uma buzinadinha, a gente sai na janela para dar um oi.

Escrito por

Gaúcho, Santa Mariense, Arquiteto e Urbanista que um dia foi anarquista.

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