Santa Maria, patrimonio e cultura

Santa Maria é, historicamente, reconhecida como uma cidade cultura. Embora esse título nem sempre seja lembrado com a força que merece, ele continua presente, especialmente quando olhamos para o nosso patrimônio arquitetônico e urbano. E fortalecer essa identidade também passa pela administração municipal, que tem o papel de preservar, incentivar e dar novos significados aos espaços que contam a nossa história.Ainda como vice-prefeito, o hoje prefeito Rodrigo trabalhou para criar e fortalecer o Distrito Criativo Centro-Gare, uma iniciativa que trouxe um novo olhar para uma das regiões mais simbólicas da cidade. Agora, como prefeito, colocou nossa equipe para encarar problemas históricos ligados ao patrimônio do município, buscando soluções que conciliem preservação, uso e desenvolvimento.

Os resultados já começam a aparecer. Ainda neste ano, Santa Maria voltará a contar com a Casa de Cultura em funcionamento, depois de anos fechada. Um prédio histórico que volta a ter vida, localizado junto a uma Praça Saldanha Marinho completamente revitalizada, que passa a ser novamente um ponto de encontro para moradores e visitantes. Mas as ações não param na Casa de Cultura. A Gare da Estação Férrea, iniciada ainda no governo anterior e concluída nesta gestão, já demonstra seu potencial como espaço de encontro, cultura e eventos, como vimos no Festival do Xis e em tantas outras atividades que movimentaram a cidade. Outro exemplo é o Mercado da Vila Belga, que recebe eventos ligados à educação e inovação quase diariamente, trazendo diferentes públicos para circular e ocupar um dos locais mais importantes do nosso patrimônio histórico.

E não se trata apenas de recuperar espaços já entregues. Também estamos avançando em novos projetos. Com muita dedicação dos servidores municipais, iniciaremos em julho uma obra em um dos patrimônios mais importantes da cidade: o Clube dos Ferroviários. Um espaço que permaneceu sem uso por décadas e que será transformado em um centro de referência para o patrimônio ferroviário no estado, mudando novamente a dinâmica da Vila Belga e ampliando as possibilidades culturais da região.

Além disso, temos em andamento o projeto de requalificação interna do edifício da SUCV, que deverá ser finalizado até agosto e entrará como prioridade para captação de recursos. A proposta é dar um novo uso ao prédio e consolidar a Saldanha Marinho como a praça da cultura da região central do estado, fortalecendo ainda mais o papel do centro como espaço vivo e ativo. A iniciativa privada também faz parte dessa transformação. A Estação Sicredi e a Casa de Pedra são exemplos de valorização do patrimônio. Outros investimentos, mesmo não sendo em prédios históricos, como o Registro de Imóveis e o Maria com Amor, também ajudam a trazer pessoas, movimento e vida para o centro histórico, contribuindo para a revitalização econômica e social da área.

E o trabalho não acontece apenas no patrimônio material. Junto com a Secretaria de Cultura, estamos avançando na estruturação dos processos de reconhecimento e registro do patrimônio imaterial, valorizando aquilo que também faz parte da nossa identidade, como tradições, saberes e manifestações culturais.

E isso falando apenas de patrimônio, sem entrar em tudo que envolve festivais, Carnaval, Tertúlia, Juvenart e tantos outros movimentos culturais que voltaram a acontecer em Santa Maria e que reforçam diariamente o nosso caráter cultural. Tenho convicção de que estamos, como prefeitura e sociedade, construindo um momento único para o patrimônio do município. Uma transformação feita por muitas mãos, que fortalece novamente aquilo que sempre nos definiu: sermos, de fato, uma cidade cultura.

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Escrito por

Gaúcho, Santa Mariense, Arquiteto e Urbanista que um dia foi anarquista.

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